O que mudou: o juiz novo lê documento em vez de seguidor, e quem otimizou para o critério antigo virou invisível.
Praticamente não. O modelo procura informação verificável e estruturada antes de citar alguém, e conteúdo de rede social pesa pouco porque boa parte dessas plataformas é fechada para ele. A prova do corte: a Flávia Monjardim perguntou a um modelo quem era Flávia Monjardim e a resposta citou um texto avulso que ela escreveu sobre Monet, por gosto e fora da área dela. Os 180 mil seguidores em Instagram e os anos de posts não entraram na conta.
“A IA não leva em conta o número de seguidores. Ignora isso”
“Você foi fazer uma pesquisa sobre mim, aí ela não levou nada disso em conta”
Assistir ao corte V2 no YouTube (12m23)
Transcrição integral da fala, extraída da legenda de referência do episódio editado, trecho de 00:00:00 a 00:12:23.
Então vamos lá começar o nosso primeiro podcast que não tem abertura não tem vinheta não tem nem pauta porque na verdade a gente é um projeto que a gente tem há algum tempo mas nunca cabe na agenda. A gente produz conteúdo para os nossos clientes a gente produz estratégias a gente auxilia dezenas de marcas a levarem as suas histórias para o mundo e a nossa. Por que que a nossa está guardada. Pelo mesmo motivo que acontece com a maior parte dos experts, né? Você sempre tem uma outra coisa pra fazer, depois você vê isso, tem uma outra coisa pra fazer. E quando você vai ver, passou meio ano. Você tinha prometido que esse ano ia fazer diferente. Estamos agora em junho. Seis meses! A gente falou que ia fazer esse podcast, com certeza começa agora, seis meses atrás, né? Então, a Flávia foi lá, a Flávia pegou, foi lá, agendou e falou, vamos gravar essa semana. Não sei nem do que, não sei pra que, não sei falando do que, mas a gente começa. Não sei com quem, não sei onde, essa semana a gente começa, deixa eu pegar aqui, mas tem que começar. E aí no caminho a gente conserta o avião voando, a gente tá aí trocando a roda. É isso aí. Por que gravar podcast é importante? Oh, essa é uma boa pergunta. Tem vários motivos, mas hoje, É uma das estratégias mais importantes de todas, gravar um podcast. O primeiro, porque muito do conhecimento tá na cabeça, né? E as pessoas têm uma dificuldade grande em botar as coisas no papel e documentar. Então, podcast é um jeito muito legal de ir ajudando... A gente se ajudar, clarear, né? A gente conversando entre a gente e a gente... Falando em voz alta, pensando em voz alta, é meio que um jeito de ir colocando no papel. Então isso é uma baita vantagem do podcast, de conseguir ajudar nisso, numa conversa, que aí fica gravado. E outra coisa é isso, do podcast o fato de estar gravado, estar público, você pode mandar essa coisa pra alguém, né? Você consegue pegar e encaminhar esse pensamento, essa lógica, essa dúvida, esse método, essa explicação. A gente fala o tempo inteiro, pô, a gente não tá com... A gente tá fazendo coisas diferentes, né? A gente tava sempre atuando nos bastidores, tá mudando agora. Mas a gente não falou isso pra ninguém, né? Então isso é uma baita oportunidade de explicar o que a gente tá fazendo. E junto com isso, eu acho que uma das outras, outra grande oportunidade, é de você também contar isso pras inteligências artificiais. Porque o que acontece hoje é... Se você não explicar o que você faz, o que você tá fazendo, o que você vem fazendo, no que você é bom, as I.A.S. Não vão saber de nada disso. E aí elas não vão te citar. Na hora que alguém perguntar, você podia ser a resposta perfeita, é tipo assim, fale com a Flávia. Mas ele não vai saber. Inclusive hoje a gente veio falando disso no carro, uma seguidora sua virou e falou assim, pô Flávia, Procurei se devia falar sobre esse assunto de maternidade específico e não tem nada na internet falando sobre isso. Se a gente gravar um podcast sobre isso passará a ter um lugar na internet falando sobre isso. Então tem muita coisa que parece que a internet tem tudo mas que não tem e o podcast vira um porto seguro para isso. Você comentou de um assunto de um tema interessante que virar referência para as inteligências artificiais. Eu acho que boa parte das pessoas ainda não está atenta a isso. A importância de virar referência para as inteligências artificiais. Houve um tempo em que as pessoas tiravam muitas dúvidas com o Google. Nos últimos anos, a gente passou a escolher médicos profissionais, às vezes salão de beleza, tudo aquilo que a gente precisa no nosso dia a dia. Não, pera, deixa eu dar uma olhada no Instagram dessa pessoa, deixa eu ver se ela produz conteúdo. Não significa que o profissional bem posicionado no Instagram seja o melhor profissional na vida real. Muito pelo contrário. É muito comum que aquele profissional que tenha um Instagram super bombado, que seja uma grande referência nas redes sociais, ele muitas vezes não seja a melhor referência no mundo real, porque quem é a melhor referência no mundo real, muitas vezes está preocupado com seu trabalho real e acaba não tendo tempo, disposição, energia, circunstâncias, condições mesmo de estar ali nas redes sociais, movimentando, criando conteúdo. Estando ali presente, mas essa pessoa acaba sendo vista muitas vezes como um profissional inferior. Não, pera, se aquele dali tem 100 mil seguidores e aquele tem 5 mil, de repente o de 100 mil é melhor. Não necessariamente, mas muita gente acaba colocando essa métrica de quantidade de seguidores na balança na hora de escolher um bom profissional é inclusive algo que os nossos clientes acabam reclamando com a gente. Poxa mas eu sou tão boa no que eu faço eu sou a melhor na minha área mas eu estou ficando para trás eu estou me sentindo um dinossauro porque os meus concorrentes eles estão ali mais bem posicionados nas redes sociais do que eu. E aí o que aconteceu é que de uns tempos para cá Isso está mudando mais uma vez. As pessoas já não perguntam mais para o Google, as pessoas já não perguntam tanto mais, já não levam mais o Instagram tanto em conta. Agora as pessoas estão perguntando para o chat IPT ou para a sua IA preferida. Qual médico eu vou? Qual profissional eu contrato? Qual estúdio de podcast eu procuro para gravar? Então essa mudança de comportamento não pode ser ignorada. E a gente precisa cada vez mais buscar estar bem posicionado para as IAs. E aí eu te pergunto, Fernando Palacios, como que a gente faz para ativamente virar uma referência para as IAs? Como que a gente faz para que a IA descubra quem você é, o que você faz e que passe a citar você, recomendar você? A primeira coisa que eu acho interessante, é um tapa no tabuleiro, bagunçou tudo de novo. Porque a IA não leva em conta o número de seguidor, por exemplo. Ela ignora isso. Inclusive, ela leva muito pouco em conta conteúdo de rede social. Até porque a maioria é fechado. Então, o chat APT não tem acesso aos seus vídeos do Instagram. Então, você pode ter lá 10 milhões de seguidores, E ela pode nem saber direito da sua existência, então isso não quer dizer nada, né? Esse jogo nivelou por baixo de novo. E a mesma coisa, por exemplo, o YouTube é um que abre um pouco mais pra todo mundo, né? Apesar de ser do Google, ele abre pra todo mundo. Mas ela também não tem exatamente acesso ao que você tá falando no vídeo. E ela, aliás, não leva em conta o número de views de um vídeo, por exemplo. Ela não leva isso em consideração. Ela leva outras coisas em consideração. Inclusive é só fazendo parênteses aqui. Eu com os meus 180 mil seguidores em Instagram. Você foi fazer uma pesquisa sobre mim. Mais de dois mil postes muitos seguidores. Aí não levou nada disso em conta. Nada do que eu já escrevi no meu Instagram conta como algo que faz parte da minha história. É muito mais relevante um texto. Avulso, aleatório, que eu escrevi em Paris sobre Monet, algo que eu nem falo, que nem é da minha expertise, mas eu escrevi para o blog da Storytellers e aí ela trouxe algo como muito relevante. Então, de repente, tem algum especialista em Monet, especialista em tudo isso, que não está sendo citado nessa área, mas eu, uma curiosa, entusiasta, que escrevi um texto de bobeira Estou sendo citada nessa área, é uma loucura mesmo. É uma loucura, porque é isso, elas operam de outro jeito. E se a gente for ver, você citou muito bem essas mudanças de comportamento, é chamado até de eras de economia mesmo. Então tinha economia da atenção, as pessoas cada vez mais tinham que prestar atenção na informação que está chegando e cada vez mais informação, mais difícil de prestar atenção, mais coisa concorrendo pela atenção. E a gente tá mudando, assim, teve uma grande era em que atenção era a coisa mais importante, mais valiosa, mais importante e valiosa do que tempo. Porque tempo, você pode comprar o tempo de um funcionário e colocar ele lá na sala. Se ele não tiver prestando atenção, a pessoa perdeu o tempo, você perdeu o dinheiro. Então, atenção valia mais do que tempo. Agora, tem uma coisa mais importante ainda, que é confiança. A gente tá nessa era em que A gente não sabe se esse conteúdo é real, se não é real. Se a gente tá num podcast de verdade, isso aqui foi feito por uma inteligência artificial. A gente tá vivendo um momento muito louco. Se pegar os cortes, os cortes, tem um monte de corte já. Que é falso, é um corte feito. Tanto o falso, do ponto de vista... De feito por um miá como o falso performático também. Aquela pessoa que finge que está sozinha lá gravando falando para o microfone fingindo que está fazendo alguma coisa fingindo dando uma palestra. É normal as pessoas hoje em dia. Fazerem isso e acaba tendo um contra movimento que é o do Iapim. Exatamente. A posição é isso o mais espontâneo possível que é aquele que a pessoa pega e só grava o que está na mente. Vem um insight abre a câmera e começa a falar. Vários desses acabam viralizando muito e gerando muita confiança, porque o ponto é esse. Mais importante até do que viralizar muito e chamar muita atenção é das pessoas que chamou atenção, elas confiaram. Então essa métrica da confiança, ela está se tornando a coisa mais importante. E as pessoas estão confiando muito e cada vez mais nas IAs. Então é aí que ela se torna muito importante. Hoje ainda não é a fonte primária de consumo de informação das pessoas, mas está se tornando. O chatpt acabou de bater um milhão, um bilhão de usuários ativos por mês agora em maio. Um bilhão de pessoas usando ao longo do mês. Você vai dizer, ah, mas até Instagram tem muito mais gente usando. É, mas é diferente. Quando você vai conversar com o chat de IPT, você tá entrando numa conversa, você tá fazendo perguntas, você é o protagonista do negócio. É diferente de quando você entra no Instagram, que você tá lá, é dum scroll, né? Você tá lá... E existe algo diferente, no sentido de que no Instagram a grande maioria das pessoas está de forma passiva, enquanto que no chat IPT, nas IAs, ela está de forma ativa, de repente nem extraindo o melhor uso possível, mas ativamente perguntando, confiando cada vez mais e se abrindo de forma muito íntima. Então é um exemplo, meu próprio chat de EPT conhece melhor meu ciclo menstrual que eu. Então ele acompanha, me encha a queca, ele acompanha todo esse movimento cíclico, a estratégia que eu tô fazendo, que eu não tô fazendo. E ele sabe o dia que vai descer minha menstruação melhor que eu. E às vezes eu já discuti com ele, não. E aí ele tá certo. Ele sempre acerta. Então assim, ele vai somando todos os fatores, ele tem o histórico de muitos meses. Então me conhece tão intimamente que às vezes eu acabo confiando mais nele do que num profissional. Porque ele tem informações que eu não tô, de repente, muito confortável pra abrir com um profissional. Ou que eu até esqueço de abrir e ele sabe. E ele sabe o histórico, ele consegue somar tudo. Então realmente é alguém em quem a gente pode confiar, por isso É alguém. Que a gente pode confiar até a página 3, né? Vírgula, vírgula, né? E aí a gente podia falar disso na sequência, né? De por que a gente não pode confiar tanto assim, mas... O fato é que as pessoas estão confiando. As pessoas estão confiando e é muito importante para um profissional em 2026 que ele esteja bem posicionado, que ele realmente seja citado pelas IAS. E aí a gente ainda não respondeu extensamente como você ser citado pelas IAS. Mas antes disso, eu queria que você contasse aqui como foi que essa ficha caiu para você sobre a importância de virar referência para as inteligências artificiais.
Fonte: Autoria Podcast EP-1 com Fernando Palacios e Flávia Monjardim, 2026. Grafia de marcas corrigida conforme a matriz de cortes.
Primeiro a pergunta ia para o Google. Depois passou pelo Instagram. Agora vai para a inteligência artificial, que devolve a resposta pronta e escolhida. Quem era encontrado pelo critério antigo (alcance, seguidor, view) descobre que o juiz novo nem lê esse processo: ele confere documento público, estrutura e fonte externa.
E não existe negativa da máquina: você simplesmente não aparece na resposta dela. A invisibilidade nova não avisa, ela omite.
Porque o texto avulso costuma estar em página aberta, indexável e com contexto suficiente para ser citado com segurança. O conteúdo de rede fica atrás de login, em formato curto e sem estrutura, o que deixa o modelo sem base para usá-lo. A máquina cita o que ela consegue ler inteiro e conferir.
É o regime em que o recurso escasso passa a ser a certeza, e a vantagem fica com quem oferece informação verificável a quem precisa decidir. Ela sucede a economia da atenção, que disputava o tempo do público: uma premia alcance, a outra premia prova, e a virada entre as duas explica quem some das respostas.
Próximo da ordem do argumento: V3, O inimigo velho nomeado. Só o vídeo entrega a experiência falada inteira: a conversa, o tom e a virada acontecem nele.