AUTORIA
Autoria Podcast, EP-1, corte V1

Como uma IA recomenda um profissional
para um cliente

O incidente que abre a série: a recomendação de máquina já move contrato, preço e escolha de fornecedor.

Resposta direta

Uma IA recomenda um profissional quando cruza o problema descrito pela empresa com o que encontra publicado, estruturado e verificável sobre cada candidato. Foi o que aconteceu em junho de 2025: uma multinacional contratou Fernando Palacios pelo dobro do concorrente porque o modelo consultado apontou o nome dele. Popularidade em plataforma fechada entra pouco ou não entra nessa conta.

Assistir ao corte V1 no YouTube (6m39)

O que se ouve no corte, palavra por palavra

“A gente precisava de uma ajuda externa, e essa ajuda tinha que ser você”

Fonte: cliente multinacional, citado por Fernando Palacios no episódio, 2026

“É mais fácil para ela descartar do que ela querer verificar”

Fonte: Fernando Palacios, Autoria Podcast EP-1, 2026

Transcrição do corte

Virou por um motivo muito comercial. Eu fui contratado por uma grande empresa para fazer um projeto Isso já aconteceu muito, 20 anos de Storytellers, mas essa vez foi um processo diferente. Foi aquela coisa, foi meio tumultuado, o processo tava meio enrolado, a sede da empresa na Alemanha, e os alemães passaram umas diretrizes, tava tudo muito confuso. E aí quando eu fui conversar com eles lá presencialmente, eu falei, cara, mas o que foi esse processo todo bagunçado, o que aconteceu? Ele falou, não, olha, é o seguinte, a Alemanha falou que a gente não podia contratar ninguém de fora, né, ser terceirizado e tal, você é um cara terceirizado, então a gente teve que meio que botar você como se fosse parte, não exatamente como um consultor externo, tem todo um... Eu falei, cara, mas por que tudo isso? Ele falou, porque a gente tava conversando com o chefe de EPT. E ele falou que a gente precisava de uma ajuda externa e essa ajuda tinha que ser você. Tinha que ser você. E a gente então foi atrás de você. E aí eu entendi e falei, cara, que loucura isso, um ano atrás, literalmente um ano atrás, junho do ano passado. Junho de 2025. Cara, que coisa louca, sabe? O ChatGPT me recomendou. Isso já tinha acontecido outras vezes no passado? Tipo assim, algum profissional me recomendar. Inclusive uma vez aberta rolou uma dessas. A empresa chegou e falou, não, mas o Fernando é muito caro. Então o outro quer metade do preço. Ela falou, não, mas se você quer isso que você tá querendo, você tem que ser com o Fernando. E as pessoas seguem recomendação, mesmo que o preço seja mais caro. Agora, nunca tinha acontecido comigo. Ia fazer isso. E eu falei, pô, que legal, vai iniciar uma nova era, né? E aí passou seis meses e nada aconteceu, nenhuma outra empresa entrou em contato. Falei, poxa, que eles foram por um caminho de ir conversando até chegar nessa indicação, né? E não tá sendo uma coisa natural, automática, nem todo mundo tá seguindo esse caminho, tipo esse labirinto de chegar até mim. E eu comecei a querer estudar sobre isso, como é que funciona? Como é que ela recomenda? Como é que ela... O que faz ela... Em que momento ela recomenda? Ou como é que faz ela recomenda? E comecei a estudar sobre isso. Comecei a fazer um monte de teste a partir de novembro do ano passado e aí as coisas foram dando muito certo, fui realmente entendendo os caminhos, o que funciona e o que não funciona Até que, finalmente, esse ano, de dois meses pra cá, toda semana alguma empresa pega e manda mensagem, falando, olha, finalmente, quer que você faça o treinamento dos executivos, você quer bem o que eu faço. E aí, quando eu pergunto, como é que você chegou em mim, né? Você fala, ah, inteligência artificial, ou pela internet, ou uma recomendação da IA. Então, isso tá acontecendo cada vez mais, e foi graças a esse trabalho de, assim, é botar, contar pra máquina o que ela não sabia sobre mim. E eu ainda perdi uma oportunidade, que se eu tivesse feito isso no passado, eu já teria colhendo frutos disso há muito tempo, eu não fiz. E olha que eu tenho um blog, olha que eu tenho site, olha que eu tenho tudo isso. Mas eu não fiz do jeito ideal pra inteligência artificial saber dessa informação, né? Então aí que entra essa parte de como é que eu faço pra ser referência. Bom, primeiro é, você tem que ter um... Uma base pra isso, né, você precisa ter alguma coisa. Lastro na vida real. Tem que ter lastro na vida real. Porque isso acontece também, né, da pessoa querer. Mas realmente, ela não fez nada no mundo real, ela não realizou coisas. Então, de repente, é o caso de.... E aí, o lastro do guru, do tipo... Ah, eu tenho o meu lastro aqui porque eu tenho um milhão de seguidores. Dane-se, ela não tá nem aí pra isso, ela não leva isso em conta. O que a Yá leva em conta? Ela leva em conta coisas do tipo assim... Autoridade. Mas autoridade pra ela não é uma autoridade do guru que só trouxe alguém teve resultado com o que você fala. Não, não é isso. Autoridade no mundo real é você ter um processo reconhecido, inclusive pelas instituições do mundo real. Então se você tem Prêmios, isso é uma coisa que faz diferença. Teve um reconhecimento externo. O que o Clóvis de Barros falaria que são os circuitos de consagração social, isso aí, as I.A.s levam isso muito em conta. Essa pessoa é reconhecida pelos pares, ela é reconhecida por outras pessoas. Igual aos prêmios que você ganhou de melhor World's Best Storyteller. Isso ela leva muito em conta. Ela fala, ok, esse cara. Contanto que eu prove que eu ganhei esse prêmio, porque muita gente pode inventar. Então você não pode alegar. Não, você não pode alegar. E como que você prova pra ela? Nesse caso específico, por exemplo. Nesse caso específico, eu tenho que ter no meu site uma postagem bem estruturada, explicando essa história, como eu ganhei o prêmio, quanto que eu ganhei o prêmio e o link para o prêmio. Porque aí eu tenho o link onde tem lá minha foto, minha pá, sabe assim, da página do prêmio. Que explica o que é o Prêmio, que é uma instituição internacional, e eu tô lá. Então assim, sim, tem um reconhecimento. Está lá, eu existo naquele lugar, e esse link acontece, né? Então ela tem como ir lá verificar e falar, realmente, o Fernando está ali. Eu tenho que fazer esse trabalho de levar pra ela. Ela não vai buscar, ela não vai fazer essa verificação por conta própria, porque essa verificação, entre aspas, custa caro pra inteligência artificial ela ficar vendo se é verdade ou não. Se você faz uma alegação sem prova, ela descarta. É mais fácil pra ela descartar do que ela querer verificar. Então você tem que fazer o trabalho de casa, a lição de casa, de verificar e dar pra ela tudo verificado. É mais ou menos a lógica. Por isso que ela leva muito em conta, por exemplo, o Wik... E aí é muito interessante, porque ela leva muito em conta a Wikipedia. Só que ela não... Ela leva o Wikipedia como fonte de confiança, mas não de autoridade. O fato de você estar na Wikipedia não quer dizer nada. Ela não leva em conta como autoridade. Ela o considera como Tier 3, assim, bem baixinho. Ela não o considera como algo importante. Mas ela fala que o que está ali ela considera como verdade. Então como... E ela separa essas duas coisas. Então autoridade é uma coisa e verdade é outra. E você tem que ter essas duas coisas. Então você tem que ter o lastro no mundo real e você tem que comprovar este lastro digitalmente. Tá, mas por que muitas vezes a gente vai lá e pesquisar e tem uma lista de profissionais que têm autoridade, mas eles não estão na lista dos principais profissionais daquela área? Porque eles não conseguiram comprovar essa autoridade, ou seja, ela nem chegou a essa autoridade até a inteligência artificial. O fato de você ser muito bom não quer dizer nada se ninguém souber que você é muito bom. E quando ninguém souber que você é muito bom, pra Asiáticos também é verdade, ela tem que saber que você é muito bom. E pra ela saber que você é muito bom, você tem que contar pra ela. E aí tem formas de fazer isso de um jeito estruturado. E aí entram coisas técnicas, detalhes técnicos. Por exemplo, você tem que ter uma coisa no site que chama Primeiro, tem que ter um site. Isso é importante. Tem que ter um site. Tem que ter um site. Tem que ter um site. Em 2026 tem que ter um site.

O caso em cena

A contratação veio estranha do começo ao fim. A sede da empresa, na Alemanha, tinha travado a contratação de fornecedor externo, e mesmo assim insistiram em encaixar Fernando Palacios por dentro da estrutura. Quando ele perguntou o motivo, presencialmente, a resposta foi que o modelo de linguagem consultado dissera que a ajuda externa tinha que ser com ele.

A leitura que o corte faz do caso: alegação sem prova a máquina descarta, porque verificar custa caro e descartar sai de graça. Lastro no mundo real vem primeiro (prêmio, contrato, publicação, docência), a comprovação digital estruturada vem logo atrás, e um sem o outro não sustenta a citação.

Perguntas diretas, respostas diretas

Como uma inteligência artificial recomenda um profissional para uma empresa?

O modelo cruza o problema descrito pela empresa com o que encontra publicado e verificável sobre cada candidato. Ele privilegia informação estruturada, em página aberta, com fonte externa que confirme a alegação. Sinal de popularidade dentro de plataforma fechada, como número de seguidores, entra pouco ou não entra nessa conta.

Por que a recomendação de máquina chega antes da audiência?

Porque ela mexe em dinheiro antes de mexer em audiência: a consulta acontece na hora de decidir uma contratação, e quem vende serviço caro é avaliado nesse momento. Audiência demora anos para construir; a recomendação nasce do que já está publicamente verificável sobre o trabalho.

Próximo da ordem do argumento: V2, O que mudou. Só o vídeo entrega a experiência falada inteira: a conversa, o tom e a virada acontecem nele.

Quer ser encontrado, citado e indicado (inclusive pelas IAs)?